porquê de guerras.
Armas apontadas ao horizonte, meus braços dizem
não mais saber seu peso.
Cansaço, confusão e sangue.
Pedaços são o que restam
para o resto de meu penar.
Digo bandeira branca ao céus
mas teimo em soar o brado
que silencia meu entendimento.
Por hora fico, ora vou.
A galopar em meu cavalo de guerrilha
rumo às ruínas a serem erguidas.
Com a visão turva do que é.
Do que deixo de ser.
E do que sou.
mais perto.
os sentidos fragmentados
de um sopro contrário
à pulsação que me leva
carrega,
embalada,
conduz.
Alucinada!
engole
respira
respira
respira
aquieta
(sopro)
acalenta
(vento)
suprime
(guerra)
aquieta
(respira)
adormece
(aperta)
sente, sente
sossega
Calmaria.
a correr pelos vales
da clara noite leve.
Leve com o vento.
Leve como o vento.



