Canta, grita, geme, cala.
Fala!
Faz do erro o primeiro declive
para o ápice do fracasso certo.
Da escolha errada.
Do elevado espiral de tristeza
rumo
à solidão.
Sente...delicadamente.
A minúscula, intensa e
inerte sombra do dia.
Passa...
Acalenta e embala...
Sopra.
Prende dentro de ti
o estrondo vazio que
nada diz, que a nada leva.
Leva, purifica.
Passa!
Renasce.
E sorri lágrimas vívidas
de um choro de luz.
quinta-feira, 29 de julho de 2010

Suas lembranças ela coloca no papel de madrugada
Escreve como uma analista que codifica as pessoas
Na sua cama cadernos estão espalhados sem ordem
E no meio daquele caos ela encontra seu aconchego
Parece alguma menina que roubava livros na infância
Com traços de inocência em sua face que traz sorrisos
Seduzindo através da arte de sua revolta sem receios
E de palavras desmedidas que motivam quem a ouve
Tem no sangue a idéia de moldar casas em castelos
De compor sobre um teto cheio de vestígios antigos
Esculpindo em sua pele o desenho que mais deseja
E viajando entre nuvens que revelam seus segredos
Guarda dentro do seu íntimo uma dor sem tamanho
Que deixa a dúvida em alguns momentos de solidão
Mas através de palavras corajosas reage sem medo
Quando a vida põe na sua história testes de decisão
Costuma admirar a lua em suas noites de inspiração
Atrás de mudanças que somente ela consegue saber
Procura nas estrelas a paz que ilumina a sua mente
Transformando em sentimento o que nem ela consegue entender
A sua natureza não é revelada somente pelo olhar
É necessário conhecer as manias e seus caprichos
Para que aos poucos seja revelada uma nova parte
E como um labirinto possa ser compreendido o todo
Mas o que realmente encanta são suas fantasias
Com os rabiscos que unificam escolhas e promessas
Utilizando máscaras para compor sua personalidade
Deixando o ar de mistério que consome quem a quer.
Delirio Sã
Eu gosto quando o sangue ferve
Quando o corpo estremece sem parar
Gosto daquele que me come com o olhar
Que devora com palavras que sussurra no ouvido
Eu gosto quando o tempero é apimentado
Quando as frases são ditas sem calma nenhuma
Gosto do tumulto de sentimentos que afloram na pele
Que deixam marcas e cicatrizes profundas pelo corpo
Eu gosto quando a voz fica trêmula
Quando o cheiro de paixão se dispersa no ar
Gosto de ficar com água na boca só de imaginar
Que no momento que te encontrar vou te saborear
Eu gosto quando o desejo é mais forte
Quando o sentimento teima em vencer a razão
Gosto de pensar milhares de formas de te desejar
Que inspiram as minhas fantasias me fazendo delirar
Eu gosto quando o corpo não se controla
Quando a loucura consegue vencer o correto
Gosto de ficar viva quando te tenho ao meu lado
Pois só assim consigo mudar o sonho para a realidade.
Quando o corpo estremece sem parar
Gosto daquele que me come com o olhar
Que devora com palavras que sussurra no ouvido
Eu gosto quando o tempero é apimentado
Quando as frases são ditas sem calma nenhuma
Gosto do tumulto de sentimentos que afloram na pele
Que deixam marcas e cicatrizes profundas pelo corpo
Eu gosto quando a voz fica trêmula
Quando o cheiro de paixão se dispersa no ar
Gosto de ficar com água na boca só de imaginar
Que no momento que te encontrar vou te saborear
Eu gosto quando o desejo é mais forte
Quando o sentimento teima em vencer a razão
Gosto de pensar milhares de formas de te desejar
Que inspiram as minhas fantasias me fazendo delirar
Eu gosto quando o corpo não se controla
Quando a loucura consegue vencer o correto
Gosto de ficar viva quando te tenho ao meu lado
Pois só assim consigo mudar o sonho para a realidade.
sexta-feira, 16 de julho de 2010

A flor mais simples e singela guarda
O esplendor de toda a natureza.
Sob insignificante e simplória farda,
Reside a face oculta da beleza.
Nos matizes de pouca relevância,
Na roupagem de parca realeza,
Desprovida de qualquer exuberância
Repousa disfarçada a grandeza.
Mas o viajante que cruza a estrada,
Nem a repara à beira do caminho;
Prefere à flor que pende cobiçada,
Mesmo que fira-lhe a mão com seu espinho.

A questão é que para mim
"Não Saber" é mais que uma
interposição de dúvidas
vindas da natureza misteriosa
das coisas, da vida ...
"Não Saber" é antes a incomodação
que me faz ser qualquer
coisa que deseje, sem por
isso fazer mediações de ordem
relacional com qualquer ser,
ou coisa ...
"Não Saber" e "Ser" constituem
para mim o que há de mais
honesto no viver... à saber:
Fazer de si aquilo que esta
para além e aquém do
Reconhecimento dos outros
Ser poeta para mim
nada tem aver com popularidade,
mas sim com
Reconhecimento do nada que
me é particular
Ser poeta de verdade
nem sequer é ser alguma coisa
Fundir a prata do nada
com o bronze da rima
para dai tentar tirar ouro.
Não
Eu não sou poeta
muito menos poetisa
Eu posso ate ser alguma coisa além
ou ate mesmo alguma coisa aquém
mais isso voce nunca saberá
Poís eu não sei ser ,
Mais sou!

É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão
silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois?
Dificílimo contar. Olhei pra você fixamente por instantes. Tais
momentos são meu segredo. Houve o que se chama de comunhão poerfeita.
Eu chamo isto de estado agudo de felicidade.
Pαssαr bem ! :}
Assinar:
Postagens (Atom)