sábado, 11 de dezembro de 2010

Palco de múltiplas verdades

Fiz de meu caos
caverna submergente deste instante.
Escondo-me não onde sei.
Onde não estou.
Ali, cujo alcance subterrâneo
me enterrei.
E onde ei de permanecer
até quando não mais sei.
Vez por outra
à tona venho
sem que eu permita.
E vasculho bugalhos
das migalhas que ainda restam.
Bosso velhas metáforas -
morfina instantânea de fugaz
quietude e calmaria.
Quantas 'inda serei?
Neste palco iluminado por sombras:
assassinas de uma verdade
morna e embasada...?




ás vezes é preciso ser o que nao se é 
contraditorio ou nao 
pra seguir temos que ir muitas vezes
além de nós mesmos !