sábado, 30 de outubro de 2010


Lua que faz correr a noite na minha alma

e meus pensamentos em estrelas,

obriga-me a sonhar


dá a mão a essa brisa que nos traz o silêncio

Desfaz o suor do meu corpo

Obriga-me a sonhar

VENTO.......

O vento chega e a ti envio
Meus sinais de doçura
Mesmo em demasia
Para que este beijo
No vento me seja devolvido
Doce como o mel
Pleno de desejo,
Com brilho dos olhos teus,
em saudades adormecidas
Que pensavas não existirem

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Lamentavel Ilusão


Eu sou a palavra que canto
e o verso de encanto que, por hora, recito
Pareço recanto de sonhos
mas, sou desafeto do que acredito

Eu sou a pintura no canto da sala
a imagem mais clara do que desentendo
Acho que senti suave na cara
o invisível tapa do vento

Eu tenho a malícia, eu tenho a pureza
de quem não suporta o peso do devir
Pareço mistura de um desavesso
A grandeza das coisas que não posso medir

Eu sou a batalha e a paz que conforta
nas horas que o mundo desapercebe o perdão
Acho que fundo, sozinho no peito
Perfeito e covarde bate um coração

Egocentrismo?!




Existem palavras que me completam
algumas que me resumem
e outras que me sugerem
mas, não há uma só palavra que me defina
sou indefinível com todas as letras

Significados não existem quando você é indecifrável
quando os olhos parecem frágeis
mas, na verdade, seu coração é um castelo indestrutível
e tem a mesma idade do céu
às vezes triste, às vezes sem esperança
mas, sempre vivo
mesmo que haja alguém lutando contra

E é por isso que eu canto meu precipício
assim como canto minha ascensão
Se você achar que eu estou longe de um caminho certo
dispenso suas certezas e sigo do jeito que quero

Deve ser mais fácil ouvir e entender estrelas do que descrever-me perfeitamente
em sentimentos, pensamentos e sonhos
apesar de tudo poder ser visto nos meus olhos

Por isso, são estudadas teorias pra tentar me desvendar
são elaboradas questões para arrancar de mim todas as respostas
e assim, entender minha essência e compreender meu silêncio
sem saber que em meu silêncio escondem-se todos os mistérios sobre mim…

Depois do Poente


Amanhã vou tentar descobrir
aonde vão os nossos ontens depois que o sol se vai.
Será que se escondem no inacabado
ou serão apenas lembranças que não voltam mais?

Após a ultima lágrima


Primeiro, só a casa era vazia
Depois fui eu quem ficou repleto de nada
Foi quando a mala sangrou tua mão
e a dobradiça da porta rangeu qual trovão

Agora há pratos sujos e quem se importa?
Só ontem lembrei de apagar a luz daquele quarto
Na caneta, aquela tinta que não se apaga
escreveu por toda a casa a palavra perdão

E uma lágrima apagou
as palavras do chão

Primeiro, só a cidade era vazia
Agora sou eu quem chove por dentro
Como um velho que brinca de ainda ser
talhei no meu cílio o que restou pra viver

Agora há panos limpos embaixo da porta
E a conta da vida veio mais cara esse mês
Na caneta, aquela tinta que nunca se apaga
desenhou no meu peito o caminho que fez

Aquela última lágrima
que te dei

Eu sou pedaço de vento, retalho de um verbo
que todos conjugam imperfeito
E caminho serena na bagunça do mundo
pra sempre fugir do meio termo

domingo, 17 de outubro de 2010


A manhã me ensina a caminhar A tarde me ensina a refletir A noite me ensina a descansar E o amanhecer... a seguir