
Se eu pudesse encontrar o fio da meada
Nesse intrincado nó. Tranqüila desfazê-lo.
Trazer a linha toda ao corpo do novelo
E a trama, novamente, começar do nada
Poder fazer de mim a própria modelo.
Usar o que aprendi em cada tricotada.
Traçar o fio, então, de forma apurada.
Fazer o meu melhor do hálux ao cabelo.
Saber exatamente o ponto a ser usado:
Trançado, retilíneo, fixo ou cruzado,
Nas pregas do bordado, cós... em cada dobra.
Pudesse ser assim e tudo então seria
Na vida, certamente, como eu gostaria,
Mas sábio Deus, por fim, nunca deu asa a cobra.