terça-feira, 22 de junho de 2010


ansiedade.
o carinho concedido.
o olhar despreocupado.
o destino cruzado.
você.

domingo, 20 de junho de 2010


O VENTO

Existe um só vento

Que sopra em determinada direção

Ele não existe nos livros

E nem pode ser medido com exatidão



Quando este vento soprar teus cabelos

Lembrarás destas palavras

E poderás saborear seu carinho

Como saboreou em vidas passadas



Um vento silencioso e fresco

Que começa a soprar bem devagar

Que aos poucos sacode a tua roupa

Quase te fazendo voar



Como um pássaro estará preparado

E saberás a hora de se levantar

E esticarás teus braços

E deixarás este vento lhe tocar



E sorrirás se lembrando das coisas

De tudo que tanto perseguiu

E tudo ganhará um sentido certo

E entenderá tudo aquilo que já lhe oprimiu

E o vento passará dando lugar a calmaria

E sentirás saudade

e assim entenderás

aquele vento era a sua boa companhia.

domingo, 13 de junho de 2010

modelo intrincado


Se eu pudesse encontrar o fio da meada
Nesse intrincado nó. Tranqüila desfazê-lo.
Trazer a linha toda ao corpo do novelo
E a trama, novamente, começar do nada
Poder fazer de mim a própria modelo.
Usar o que aprendi em cada tricotada.
Traçar o fio, então, de forma apurada.
Fazer o meu melhor do hálux ao cabelo.
Saber exatamente o ponto a ser usado:
Trançado, retilíneo, fixo ou cruzado,
Nas pregas do bordado, cós... em cada dobra.
Pudesse ser assim e tudo então seria
Na vida, certamente, como eu gostaria,
Mas sábio Deus, por fim, nunca deu asa a cobra.