sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Acorrentada




Que sensação é esta que me persegue e deixa sem ar
Causa em mim um estrago que se reflete no meu olhar
Deixa as mãos trêmulas como se fosse uma dependente
Não estou presa mas meu corpo necessita de liberdade


Minha mente viaja por caminhos sem ter como retornar
É uma rota sem volta que eu percorro sem sair do lugar
Por mais distante que tente chegar não consigo lembrar
Qual a estrada certa que preciso achar para me libertar


Que mal é este que deixa as minhas idéias sem direção
Transforma minha imaginação em algo simples e errado
Não me deixa alternativas para escrever ou comemorar
Colocando grades nas palavras que antes eu inventava


Circulo ao redor de pontos buscando algo que me atraia
Mas se não controlo meus pensamentos eles se perdem
Fico sem saber onde estou mesmo que eu esteja parada
A sensação de incapacidade me invade e fico sem ação


A ânsia é algo que contamina meu corpo sem perguntar
Percorre minha pele e consome minhas forças de antes
Deixa a lembrança daquilo que estou ansiosa a esperar
Parece colocar correntes em mim para que não escape


Que sentimento é este que converte segundos em dias
Causando o efeito que modifica minha noção de tempo
Transforma em difícil a tarefa simples de compreender
Comprometendo sentidos que direcionam na realidade


É uma sensação que me agride de uma forma silenciosa
Colocando a deriva alguns receios que me fazem tremer
Fico inquieta esperando que o tempo certo possa chegar
E tento me esconder quando a angústia vem me torturar.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010




O mito continua ,a procura da mudança perfeita pra adaptação sem criticas de uma forma única que você se torne a proteção e o protegido.
A verdade é que de tanto me procurar eu me perdi e tentando desvendar a pessoa ideal, já não sei quem sou.


Desejo

Queria nunca perder a sensibilidade,
De olhar para as flores e sentir amores,
De olhar para a escuridão e sentir arrepio,
De olhar para a vida e sentir encanto;

Por olhos de criança a vida toda enxergar,
Pela saudade dos idosos tudo desejar,
Mesmo pela dor de quem chora,
Agradecer o brilho do sol e a gota d´agua;

Pois o tempo que alça vôo para tudo que vive,
Não é o causador da miséria que apaga os brilhos,
Tão pouco culpado pela desumanidade;

Quero correr pelos campos em poesia,
Guerriar e viver a paz que meu espírito procura,
E viver cada dia como o mais importante dia.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Canta, grita, geme, cala.
Fala!
Faz do erro o primeiro declive
para o ápice do fracasso certo.
Da escolha errada.
Do elevado espiral de tristeza
rumo
à solidão.

Sente...delicadamente.
A minúscula, intensa e
inerte sombra do dia.
Passa...
Acalenta e embala...
Sopra.

Prende dentro de ti
o estrondo vazio que
nada diz, que a nada leva.
Leva, purifica.
Passa!

Renasce.
E sorri lágrimas vívidas
de um choro de luz.

Suas lembranças ela coloca no papel de madrugada
Escreve como uma analista que codifica as pessoas
Na sua cama cadernos estão espalhados sem ordem
E no meio daquele caos ela encontra seu aconchego
Parece alguma menina que roubava livros na infância
Com traços de inocência em sua face que traz sorrisos
Seduzindo através da arte de sua revolta sem receios
E de palavras desmedidas que motivam quem a ouve
Tem no sangue a idéia de moldar casas em castelos
De compor sobre um teto cheio de vestígios antigos
Esculpindo em sua pele o desenho que mais deseja
E viajando entre nuvens que revelam seus segredos
Guarda dentro do seu íntimo uma dor sem tamanho
Que deixa a dúvida em alguns momentos de solidão
Mas através de palavras corajosas reage sem medo
Quando a vida põe na sua história testes de decisão
Costuma admirar a lua em suas noites de inspiração
Atrás de mudanças que somente ela consegue saber
Procura nas estrelas a paz que ilumina a sua mente
Transformando em sentimento o que nem ela consegue entender

A sua natureza não é revelada somente pelo olhar
É necessário conhecer as manias e seus caprichos
Para que aos poucos seja revelada uma nova parte
E como um labirinto possa ser compreendido o todo
Mas o que realmente encanta são suas fantasias
Com os rabiscos que unificam escolhas e promessas
Utilizando máscaras para compor sua personalidade
Deixando o ar de mistério que consome quem a quer.
Devo ser parecida com algo mais contraditório que já vi.
Se me conheço, esqueço, porque não vivo onde estou.
Já não sei porque vim, quem sou, mas sinto que sou capaz, o resto, tanto faz..

Delirio Sã

Eu gosto quando o sangue ferve
Quando o corpo estremece sem parar
Gosto daquele que me come com o olhar
Que devora com palavras que sussurra no ouvido

Eu gosto quando o tempero é apimentado
Quando as frases são ditas sem calma nenhuma
Gosto do tumulto de sentimentos que afloram na pele
Que deixam marcas e cicatrizes profundas pelo corpo

Eu gosto quando a voz fica trêmula
Quando o cheiro de paixão se dispersa no ar
Gosto de ficar com água na boca só de imaginar
Que no momento que te encontrar vou te saborear

Eu gosto quando o desejo é mais forte
Quando o sentimento teima em vencer a razão
Gosto de pensar milhares de formas de te desejar
Que inspiram as minhas fantasias me fazendo delirar

Eu gosto quando o corpo não se controla
Quando a loucura consegue vencer o correto
Gosto de ficar viva quando te tenho ao meu lado
Pois só assim consigo mudar o sonho para a realidade.