
Suas lembranças ela coloca no papel de madrugada
Escreve como uma analista que codifica as pessoas
Na sua cama cadernos estão espalhados sem ordem
E no meio daquele caos ela encontra seu aconchego
Parece alguma menina que roubava livros na infância
Com traços de inocência em sua face que traz sorrisos
Seduzindo através da arte de sua revolta sem receios
E de palavras desmedidas que motivam quem a ouve
Tem no sangue a idéia de moldar casas em castelos
De compor sobre um teto cheio de vestígios antigos
Esculpindo em sua pele o desenho que mais deseja
E viajando entre nuvens que revelam seus segredos
Guarda dentro do seu íntimo uma dor sem tamanho
Que deixa a dúvida em alguns momentos de solidão
Mas através de palavras corajosas reage sem medo
Quando a vida põe na sua história testes de decisão
Costuma admirar a lua em suas noites de inspiração
Atrás de mudanças que somente ela consegue saber
Procura nas estrelas a paz que ilumina a sua mente
Transformando em sentimento o que nem ela consegue entender
A sua natureza não é revelada somente pelo olhar
É necessário conhecer as manias e seus caprichos
Para que aos poucos seja revelada uma nova parte
E como um labirinto possa ser compreendido o todo
Mas o que realmente encanta são suas fantasias
Com os rabiscos que unificam escolhas e promessas
Utilizando máscaras para compor sua personalidade
Deixando o ar de mistério que consome quem a quer.