segunda-feira, 28 de dezembro de 2009



"Os outros eu conheci por ocioso acaso.
A ti vim encontrar porque era preciso."
(Guimarães Rosa)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009


Eu queria que você estivesse aqui agora

pra olhar no fundo dos teus olhos

e poder conversar por horas.

E sem ter que explicar nada

fazer com que você entendesse meu silêncio

de coisas que se passam dentro de mim

e que nem eu mesma sei identificar.

Queria te abraçar e contar os meus segredos.

Esquecer da insegurança e dos medos.

Me sentir acolhida pelos teus braços

Passar a mão no teu cabelo macio

Sentir teu cheiro ao me deitar em teu peito

Aquela sensação de arrepio


E me perder em teu lábio que queima ao tocar o meu.

Não! Eu não tô nada bem.

Não se deixe enganar pelo meu sorriso

que esconde tudo o que eu realmente sinto

que mente quando diz que não te quer,

e finge não gostar de você.

Meu olhar entrega tudo quando te vejo.

E por mais complicado que seja...

ainda assim meu coração te deseja.

O único silêncio que perturba,
é aquele que fala.

E fala alto.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009


Adormeci sem memórias

Sono vazio de imagens que possa ter visualizado

Incapacidade de verbalizar o que poderei ter sentido

Na captação do que se deparou perante um olhar desprovido da capacidade de transmitir informações ao seu fiel guardador

Foi longa a noite

Percorri-a sem sonhos

Despojada de conteúdo

Não se fez obstáculo

E passou rápida por mim

Fria, negra e indiferente

Deixou que ficasse deitado naquele chão gelado combatendo o vento cortante, barrando as águas que tentavam passar por baixo daquilo que parecia o meu corpo, cerrando os dentes dele e apertando fortemente os braços no peito nu… …entreguei-me a ela…

Acordei preso em si

Que entretanto se tinha feito clara e quente

Quando ensopado do gelo acumulado que se derretia perante a luminosidade com que me banhava o desacautelado corpo

Deixei que fossem meus os seus raios

Quando os seus lábios me escorregaram na face

Recordei…


A minha inconstância é consideravelmente constante.
A cada crepúsculo o ser que me habita se modifica.
Muda no decorrer do dia.
A desorganização é a forma como organizo a minha vida.
Quero subir bem alto e gritar absurdamente: a vida é uma perdição!
Encontramo-nos perdidos, por isso vivemos nos procurando.
Saga de encontrar um conceito que nos defina.
É perda de tempo.
Somos incógnitas, e como tais, indecifráveis.
Não existe matemática que solucione a equação,
Equação essa que se resume no viver, no respirar.
Não sou, nem quero ser organizada.
Organização é sinônimo de monotonia,
Monotonia é sinônimo de igualdade
E igualdade é sinônimo de tédio.
A minha vida é contrario de ajeitado.
E como tal, vivo indefinivelmente descontrolada.
O que me “ controla” são as minhas vontades.
Penso, logo faço!
Quero, logo ouso!
Não há padrão a ser seguido,
Há coisas a serem vividas.
Independe
Mente
De sua imensidão
Ou
Contradição.
Viver...
Mergulhar
No desconhecido
Lar...

sábado, 12 de dezembro de 2009


"Palavras podem não dizer o que o coração sente, mas fazem sentir o que o coração diz."

”Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.” (Carlos Drummond de Andrade)