Se olhar nos meus olhos
Vai ter certeza
Do quanto vale o meu silêncio
Se olhar como quem lê um livro
Vai enxergar minha alma
E isso eu não permito
Vai ter certeza
Do quanto vale o meu silêncio
Se olhar como quem lê um livro
Vai enxergar minha alma
E isso eu não permito
É tão difícil
Se doar sem correr algum risco
Pois quando não temos mais segredos
Nos tornamos reféns do saber alheio
Se doar sem correr algum risco
Pois quando não temos mais segredos
Nos tornamos reféns do saber alheio
E mesmo que tenha no rosto os sinais
De uma simples poesia
Quem me escreveu hoje
De uma simples poesia
Quem me escreveu hoje
Pena pra me decifrar todo dia
Tenho a força de quem respira
E a agonia de quem quer respirar
Sou pedaço e não padeço
Por outro pedaço pra me completar
E a agonia de quem quer respirar
Sou pedaço e não padeço
Por outro pedaço pra me completar
Eu tenho a luz e a chama da solidão
Sou a vela nos olhos do moço e do ancião
Sou fogo fátuo, sou filha bastarda do meu coração
Metade vazio, metade imensidão
Sou a vela nos olhos do moço e do ancião
Sou fogo fátuo, sou filha bastarda do meu coração
Metade vazio, metade imensidão
