
Sei
Faz algum tempo que não me dedico a escrever
Parece, para quem não sente o que sinto, que abandonei a arte das artes
Escrever sem o saber
Arte porque surge assim, do vazio intelectual
Preenchendo-o com um pouco daquilo que seria desejável ter um pouco mais
E mais vamos cobiçando
Até que o pequeno volume do nosso cérebro não o suporta fisicamente
E partimos na procura daquilo que somos
Na esperança de encontrar mais espaço para o ser
Imaginação
Intangível ao tão desejado toque
Mas perfeitamente audível
E, para já, insuficiente como casulo de criações mais elaboradas