domingo, 19 de junho de 2011

Desprender

Indiferente! A quem o sou, a quem me sente,

Jamais habilitarei o sabor que me segue

A ambiguidade que me ausenta,
 
O desejo inacabado que me ostenta!
 
 
 

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Bebeu em silêncio
o frio e a acidez
da razão.

Foi-se!

Euuuuu

Às vezes loucura, em outras razão...
Sonho e pesadelo velados.
Visto-me de ilusão e realidade,
ando pelas sarjetas da sociedade
- daquela em que ébria, tombo pelas calçadas
e da outra em que me sirvo com talheres de prata.
Vou do céu ao inferno em frações de segundos.
Sou luz e escuridão.
Fragmentos de vida.
Porção que cura e que mata.
Segredo exposto.
O prazer do orgasmo!
Vivo no meio de putas e donzelas.
Deito-me com qualquer um
que me faça doce ou amarga.
Sou grito sem som, sou substancial.
Caminhos imbricados, pura magia...
Sou aquela a quem denominam simplesmente poesia!

Depois da Razão!


Muitos me devotam fidelidade
ignoram a realidade
apagam os rastros (ex passos)
afugentam-se em meus braços.

Sou aquela linda donzela
incompreendida, bela
que eclode em desejos inconfessos
que vive em risos manifestos.

Não queiram a mim, controlar
dispo-me em qualquer lugar
sou arredia
não respeito hora, dia.

Meus amantes, com um brilho no olhar
penetram-me as entranhas a delirar
gozam com o falo na clausura
gemendo: - te amo, loucura!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Poema Nublado

Não mais vejo o sol encoberto
Não mais sinto o anúncio da estação
calor nos pólos, frio no deserto
tempestade nos olhos, nuvens no coração.

Dia cinza - é a única previsão
que tenho se você não está perto;
e aqui, dentro de mim, esse aperto
só parte sob uma condição:

Eu preciso te ouvir agora
e ao me dizer que me adora
o tempo há de melhorar...

E então, quando chega o dia
transborda em mim a alegria
que sinto, enfim, ao te tocar.

doce beijo

Doce beijo que me desarma
Que me furta os sentidos
Que me toma, me castiga
Que me suga, mas me rega.

Doce beijo que me desarma
Que me despe e veste a alma
Que agride e acaricia
Que me mata e me dá vida

Começo das poucas palavras...

Resumo todo começo,
Num principio do fim.
Resumo toda minha vida,
Numa historia perdida,
Numa grande ferida,
Numa eterna partida,
Numa busca de mim.