E no meio da escuridão,
Vago lentamente...
A procura de um coração,
Que me compreenda perfeitamente...
Eu queria encontrar,
No rastro de uma estrela cadente,
Uma nova forma de amar,
Diferente dessa "da gente"...
Se eu pudesse iluminar,
Com maior intensidade...
Alcançaria os corações,
Mais tristes dessa cidade...
Mas, nem sei onde estou...
Vagando por este vasto universo...
Quem sabe eu ainda sou,
Somente uma estrofe deste verso...
sexta-feira, 25 de março de 2011
Mutação
e nem sombra de memória
nem sonhos de outrora,
ou do porvir, disseram-me onde
eu me encontraria...
Hoje sei que me encontro no agora
e que minha identidade está aberta
a todas as possibiliddes.
Agora aprendi que somente
uma vida em eterna mutação
é palpável, real e eterna!...
sexta-feira, 11 de março de 2011
LIMITES
Não sei se as letras gozam em silêncio
mas sinto a boca sugando as palavras
e a voz está sedenta de gritos
Na ausência de limites nos sentidos
há mais do que efêmeros desejos
eriçando os pêlos das metáforas
O que sei é que existe a busca alucinada
dentro das impossibilidades do espelho
estilhaçado pelo invisível dos limites
Limites do tempo, limites do espaço
limites que não inibem o prazer
no entrelace do voo - orgasmo do verso
Não sei se as letras gozam em silêncio
mas sinto a boca sugando as palavras
e a voz está sedenta de gritos
Na ausência de limites nos sentidos
há mais do que efêmeros desejos
eriçando os pêlos das metáforas
O que sei é que existe a busca alucinada
dentro das impossibilidades do espelho
estilhaçado pelo invisível dos limites
Limites do tempo, limites do espaço
limites que não inibem o prazer
no entrelace do voo - orgasmo do verso
sexta-feira, 4 de março de 2011
parti[tura]...
Afino os sentimentos
Orquestro as palavras
No silêncio busco a melodia mais pura
Quando minha alma se parti[tura]...
Toco a poesia
Não quero ter nada, não quero!
Não quer uma vida sonhada.
Não quero, não quero ser nada.
Não quero, não quero, não quero!
Não quero poder, quero amor,
Não quero ter sonhos; instantes;
Depois eu não quero, nem antes.
Não quero paixões, quero a dor.
Eu quero sofrer, mas em paz,
Não tenhas ciúmes de mim.
Eu quero um amor só assim,
Que seja somente o que faz.
Não quero clamar por amor,
Não quero pedir por riqueza.
Mais rica serei na pobreza,
Mais nobre serei com minha dor.
Não quero, não quero ser nada.
Não quero, não quero, contudo.
Que saibam: ser nada é ser tudo.
E mais: que ser tudo é ser nada!
O vento
O vento me leva, e me eleva a memória:
E invento a palavra, e invento o momento,
E invento o tempo pra te conceber,
E invento um cenário, e invento um agrado,
E me inventa um poema, e me invento em você.
O vento me esfria, e ventila em mim as palavras de agora:
E invento um modelo, e invento seus lábios,
E invento seus traços, e invento minhas mãos,
E invento o calor, e invento o suor,
E invento o prazer, e invento os dias para amar você.
Assinar:
Postagens (Atom)
