segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Lamentavel Ilusão


Eu sou a palavra que canto
e o verso de encanto que, por hora, recito
Pareço recanto de sonhos
mas, sou desafeto do que acredito

Eu sou a pintura no canto da sala
a imagem mais clara do que desentendo
Acho que senti suave na cara
o invisível tapa do vento

Eu tenho a malícia, eu tenho a pureza
de quem não suporta o peso do devir
Pareço mistura de um desavesso
A grandeza das coisas que não posso medir

Eu sou a batalha e a paz que conforta
nas horas que o mundo desapercebe o perdão
Acho que fundo, sozinho no peito
Perfeito e covarde bate um coração

Egocentrismo?!




Existem palavras que me completam
algumas que me resumem
e outras que me sugerem
mas, não há uma só palavra que me defina
sou indefinível com todas as letras

Significados não existem quando você é indecifrável
quando os olhos parecem frágeis
mas, na verdade, seu coração é um castelo indestrutível
e tem a mesma idade do céu
às vezes triste, às vezes sem esperança
mas, sempre vivo
mesmo que haja alguém lutando contra

E é por isso que eu canto meu precipício
assim como canto minha ascensão
Se você achar que eu estou longe de um caminho certo
dispenso suas certezas e sigo do jeito que quero

Deve ser mais fácil ouvir e entender estrelas do que descrever-me perfeitamente
em sentimentos, pensamentos e sonhos
apesar de tudo poder ser visto nos meus olhos

Por isso, são estudadas teorias pra tentar me desvendar
são elaboradas questões para arrancar de mim todas as respostas
e assim, entender minha essência e compreender meu silêncio
sem saber que em meu silêncio escondem-se todos os mistérios sobre mim…

Depois do Poente


Amanhã vou tentar descobrir
aonde vão os nossos ontens depois que o sol se vai.
Será que se escondem no inacabado
ou serão apenas lembranças que não voltam mais?

Após a ultima lágrima


Primeiro, só a casa era vazia
Depois fui eu quem ficou repleto de nada
Foi quando a mala sangrou tua mão
e a dobradiça da porta rangeu qual trovão

Agora há pratos sujos e quem se importa?
Só ontem lembrei de apagar a luz daquele quarto
Na caneta, aquela tinta que não se apaga
escreveu por toda a casa a palavra perdão

E uma lágrima apagou
as palavras do chão

Primeiro, só a cidade era vazia
Agora sou eu quem chove por dentro
Como um velho que brinca de ainda ser
talhei no meu cílio o que restou pra viver

Agora há panos limpos embaixo da porta
E a conta da vida veio mais cara esse mês
Na caneta, aquela tinta que nunca se apaga
desenhou no meu peito o caminho que fez

Aquela última lágrima
que te dei

Eu sou pedaço de vento, retalho de um verbo
que todos conjugam imperfeito
E caminho serena na bagunça do mundo
pra sempre fugir do meio termo

domingo, 17 de outubro de 2010


A manhã me ensina a caminhar A tarde me ensina a refletir A noite me ensina a descansar E o amanhecer... a seguir

segunda-feira, 6 de setembro de 2010



Gosto do vento.
Do vento brando
que traz um beijo em suas asas
do vento afoito que recorda meus desejos
do vento tempestuoso que me faz querer proteção em busca de algum ninho...